Tema muito complicado veja esta reportagem do Jornal Sempre.com.br (Ano 1 - Edição 4 - Andradina, 24 de Janeiro de 2011 - página 6) escrito por Marilene Gonçalves e depois a minha postagem no fórum sobre bullying no curso de extensão.
BULLYING: Uma forma de violência que deve ser combatida.
Nos dias atuais existe uma enorme preocupação por parte dos pais, educadores, juristas e profissionais de segurança pública a respeito de um problema que vem se tornando a cada dia maior: o bullying.
Este termo, deriva da palavra da língua inglesa “bully”, que significa “valentão”, em português, e compreende todas as formas de atitudes agressivas, ocorridas sem motivação aparente, adotadas por um estudante ou um grupo de estudantes, causando dor e angústia e realizada dentro de uma relação desigual de poder, conforme conceito definido pela Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência).
Os atos agressivos podem ser físicos, como tapas, beliscões e chutes, verbais, como xingamentos e apelidos maldosos, morais, como intimidações, ameaças, fofocas e sexuais como assédios e abusos.
Geralmente, as pessoas que mais sofrem com o bullying são as mais tímidas, com dificuldades de serem aceitas em um grupo, e não possuem habilidade para se defender da agressão, apresentando alguns sinais específicos como: baixo rendimento escolar, alterações de humor, aparecimento de hematomas e ferimentos após as aulas, etc.
Os agressores ou “bullies” são indivíduos com comportamento difícil e são intimidadores e assumem a postura de líderes de turma, são populares e temidos pelos demais colegas, por causa das humilhações e gozações a que submetem os outros. Se sua conduta não for combatida, os “bullies” apresentam grande chance de se tornarem adultos violentos e anti-sociais, podendo ter atitudes criminosas.
Há ainda a figura conhecida como “cyberbullying”, que nada mais é do que o bullying propriamente dito praticado pela internet. As redes sociais como o Orkut, Facebook, Twitter e MSN, tornaram as ofensas mais amplas, uma vez que a Internet propicia o compartilhamento de informações em tempo real, como fotos, vídeos e informações pessoais das vítimas, e garante ao agressor o manto do sigilo por causa do anonimato. Portanto, é importante que no mundo virtual as pessoas tenham cuidado, devendo-se evitar a exposição pessoal excessiva na Internet, pois assim agindo a pessoa poderá ser vítima de piadas de mal gosto e ofensas gratuitas.
Por isso, de fundamental importância que a família acompanhe o cotidiano de suas crianças e adolescentes de perto, e os educadores busquem uma aproximação com os estudantes, para evitar este mal moderno.
Não podemos esquecer o papel dos órgãos públicos no combate a esta perigosa forma de agressão, em especial do Ministério Público e da Polícia Civil, a quem incumbe apurar as infrações ao Estatuto da Criança e Adolescente e reprimir o bullying, que infelizmente, afeta o mundo todo.
A Polícia Civil, mais especificamente, por intermédio da Delegacia de Defesa da Mulher, está incumbida deste combate, uma vez que se trata de delegacia especializada no atendimento a pessoas vulneráveis, como as crianças e adolescentes, sendo qualquer denúncia de violência a crianças e adolescentes pode ser feita pelo telefone 197. Marilene Gonçalves
"SOU PROFESSORA DE EDUCAÇÃO FÍSICA, NAS AULAS OBSERVO FREQUENTEMENTE SITUAÇÕES INICIAIS DE BULLYING, COMO OS MAIS FORTES DESINCORAJANDO OS MAIS FRACOS. TRABALHO ATENCIOSAMENTE INIBINDO ESTE TIPO DE AGRESSÃO PARA COMBATER ESSE PROBLEMA. MAS AINDA É POSSIVEL DEPARAR COM ALGUMAS AÇÕES QUE MESMO SEM QUERER ACONTECEM, QUANDO DURANTE AS PRATICAS DE ATIVIDADES FISICAS, OS MENOS HÁBEIS SÃO DEIXADOS DE LADO, OU ENTÃO, QUANDO DE UMA INCLUSÃO FORÇADA, A POSSIVEL DERROTA SEJA CULPA DESTE ALUNO QUE PASSA A SER RIDICULARIZADO PELOS COLEGAS POSTERIORMENTE. TEMOS QUE ESTAR SEMPRE ATENTOS."



